O autor da frase é o jurista, político e escritor brasileiro Ruy Barbosa.
Trecho retirado do livro "Obras Completas, Vol. XVI, Tomo I. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde, 1947."
Interessante... o sujeito que depois mandou queimar os arquivos sobre a escravidão no Brasil querendo dar lições de moral sobre falsear a história.
Como ministro da Fazenda em 1890, logo após a Proclamação da República, Ruy Barbosa assinou o despacho que ordenou a queima dos documentos de matrícula de escravizados guardados no Tesouro Nacional.
Existem duas principais visões históricas sobre os motivos que o levaram a tomar essa decisão:
• A versão oficial (Eliminar a "mancha"): O argumento público de Ruy Barbosa era puramente ideológico e humanitário. Ele afirmava que o Brasil precisava apagar aquela "mancha" negra de sua história e que a República não deveria guardar os registros do "crime" da escravidão.
• A versão econômica (Evitar indenizações): Historiadores apontam um forte motivo financeiro. Após a Lei Áurea (1888), fazendeiros e proprietários de escravizados pressionavam o governo por indenizações pela perda de suas "propriedades". Ao destruir os registros de matrícula, o novo governo republicano inviabilizou legalmente qualquer cálculo ou processo de indenização por parte dos antigos cafeicultores, protegendo os cofres públicos.
O paradoxo permanece: ao tentar "apagar o passado" para proteger o caixa do Estado (ou purificar a imagem do país), ele acabou destruindo fontes valiosas para o estudo da demografia, economia e genealogia da população negra no Brasil, gerando um apagamento histórico que reverbera até hoje.
Na prática, o resultado dessa ação foi:
• Omissão de dados: A queima eliminou registros fiscais e de propriedade que permitiriam mapear com precisão o tamanho, a origem e os fluxos financeiros da escravidão no final do Império. Não se sabe o tamanho da escravidão no Brasil por causa do Aguia de Haia.
• Apagamento de identidades: A destruição dificultou imensamente que descendentes de pessoas escravizadas pudessem rastrear sua própria árvore genealógica e história familiar.
Outra frase de Ruy Barbosa:
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
Trecho do discurso "Requerimento de Informações sobre o Caso do Satélite - II", um caso de corrupção, proferido por Ruy Barbosa no plenário do Senado Federal, em 14 de dezembro de 1914. Naquele período, a cidade do Rio de Janeiro era a Capital Federal do Brasil. Mais especificamente, em dezembro de 1914, o Senado Federal estava sediado no Palácio Conde dos Arcos, localizado na Praça da República (Campo de Santana).
Mais um textículo:
"Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente. A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de o explorar a benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada."
Discurso pronunciado no Teatro Lírico, do Rio de Janeiro, em 18 de setembro de 1917. (A colônia baiana ao batalhão de atiradores — Rio, 1917).
Ruy Barbosa de Oliveira nasceu em Salvador (Bahia) em 1849. Ruy Barbosa recebeu o famoso apelido de "O Águia de Haia" devido à sua atuação como representante do Brasil na Segunda Conferência Internacional da Paz, realizada em Haia (Holanda) no ano de 1907. O criador da alcunha foi o então Ministro das Relações Exteriores do Brasil, o Barão do Rio Branco. A autofagia elogiosa do Brasileire não é de hoje. Membros de grupinhos elogiando-se uns aos outros cujo único mérito é fazer parte do grupinho.
Naquela conferência, as grandes potências mundiais da época (como Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos) tentavam aprovar a criação de uma Corte Permanente de Arbitragem onde os países mais ricos e militarmente fortes teriam maior peso de voto e controle das decisões.
O Aguia de Haia engraxou seu bigode e beijou de frente esses impérios. Com discursos memoráveis em um francês impecável, ele defendeu o princípio da igualdade jurídica dos Estados, argumentando em seu discurso que, soberanamente, nenhuma nação é maior ou menor do que outra. Sua tese de que deveria prevalecer "a força do direito, e não o direito da força" teve impacto verbal, porém, na realidade prática influenciou em nada. O "Concerto da Europa" (ou Concerto Europeu) nasceu no Congresso de Viena em 1815 e assim por diante, hoje temos o G7 e o G20. Vão mudando de nome, mas a coisa permanece a mesma.
Ruy Barbosa foi um protótipo, depois um modelo e hoje é um exemplo perfeito de um politicalho!
Ele mesmo não perdia oportunidade de dizer que "no Brasil não temos política, temos politicalha: o sufixo explica muito bem". Como se diria hoje: politicagem!
Contudo, Ruy foi um politicalho, pois falseou a história do Brasil (não se sabe o tamanho da escravidão no Brasil por causa dele), apoiou o golpe militar contra Dom Pedro II, que derrubou a monarquia e proclamou a República no Brasil no dia 15 de novembro de 1889. E apoiou por motivos egoísticos porque queria ser Presidente da República. Depois arrependeu-se e pediu desculpas ao Imperador já deposto.
Foi como todo Brasileire: quebra as pernas do vizinho e depois pede desculpas querendo vender muletas por um preço baratinho ou porque está querendo "conhecer" a mulher dele.
A primeira eleição presidencial da República no Brasil ocorreu no dia 25 de fevereiro de 1891 e foi uma eleição indireta, realizada pelos membros do Congresso Nacional Constituinte (deputados e senadores), e não pelo povo. O vencedor dessa votação foi o Marechal Deodoro da Fonseca, tendo como vice o Marechal Floriano Peixoto.
A primeira eleição presidencial direta (onde os eleitores foram às urnas votar) ocorreu poucos anos depois, em 1894, elegendo o paulista Prudente de Morais como o primeiro presidente civil do país.
Ruy Barbosa disputou oficialmente a presidência da República em duas ocasiões: em 1910 quando perdeu para o Marechal Hermes da Fonseca e em 1919 quando perdeu para Epitácio Pessoa.
1910: um período para apagar da mente e do coração de Rui; Memória e Informação, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 77-83, jan./jun., 2023.
Em 1910, ao disputar a eleição presidencial contra Hermes da Fonseca, Ruy presenciou um pleito marcado por supostas fraudes e voto de cabresto. Ruy tentava emplacar seu discurso civilista - pontuada por críticas ao militarismo, o mesmo militarismo que ele apoiou quando derrubaram o Imperador.
Aliás, o avô do Presidente Fernando Henrique Cardoso - o FHC -, queria trucidar a família Imperial Brasileira nos moldes da revolução Russa, que trucidou a família do Czar matando todos, inclusive mulheres e crianças.
Quando os primeiros relatos sobre a movimentação militar liderada por Deodoro da Fonseca chegaram a Petrópolis, Dom Pedro II minimizou a situação. Ao embarcar para o Rio de Janeiro, ele acalmou a imperatriz Teresa Cristina dizendo: “Qual, senhora. Lá chegando, isso se acaba”. Já no Paço Imperial, insistiu: “Isso é fogo de palha; conheço meus patrícios”. Ele só se deu conta de que havia sido deposto no dia seguinte, 16 de novembro.
Depois partiu na calada noite deixando uma carta: "Cedendo ao império das circunstâncias, resolvo partir com toda a minha família para a Europa (...). Conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo os mais ardentes votos por sua grandeza e prosperidade."
Viajou carregando um saco com terra de todas as províncias brasileiras, usando-o como travesseiro em seu leito de morte para ser simbolicamente enterrado sobre o solo de sua pátria, ou seja, não lutou. Aceitou passivamente e saiu se vitimizando e se coitadizando.
Vemos que nada mudou no Brasil desde 1500, aliás, mesmo no Império, o Brasil sempre foi o que foi: golpe em cima de golpe, canalhice em cima de canalhice.
O Brasil é a civilização que foi sem nunca ter sido. Como bem disse Enéas Carneiro: "O Brasil não é uma nação, é um bando". Um agrupamento gigantesco de pessoas sem direção, sem identidade e sem cultura definida.
Você não encontrará em lugar nenhum na história do Brasil uma revolução de monta dos nativos (indígenas) que habitavam o Brasil quando Portugueses, Espanhóis e Holandeses chegaram. Os Brasileires aceitaram de boa, sem resistência.
A história de outros países é marcada por revoluções e guerras dos nativos que lutaram por sua terra, por exemplo, os índios norte-americanos foram dizimados, os eslavos na Rússia foram escravizados e depois dizimados, os Mapuche no Chile, os Lusitanos na Europa e assim por diante.
No Brasil, os nativos aceitaram "de boaça", trocaram ouro e mulheres por espelhos e panos. Nunca defenderam sua própria terra, aceitaram passivamente, conformaram-se... como é até hoje.
Penso que isso é genético, essa passividade escrava do Brasileire é bem como Mário Ferreira dos Santos e outros avisaram.
A culpa não é somente dos "políticos", pois estes saem da população brasileira. A culpa e a responsabilidade são dos Brasileires. Essa cultura da mentira e do fingimento acabou com o Brasil. O sistema de ensino é todo voltado para deixar os Brasileires estúpidos. E isso tem nada a ver com ricos e pobres. A chamada "elite" Brasileire é a mais estúpida de todas, são pessoas ocas, vazias e malignas que só se importam com fama e/ou dinheiro e/ou poder. E o sonho da pobraiada no Brasil não é mudar o estado das coisas, é um dia chegar na "elite" e mamar nas tetas gordas às custas da miséria e do sofrimento dos outros perpetuando o ciclo da mentira e do fingimento. O Brasileire é o povo mais falso do mundo!
O problema do Brasil é a estupidez enorme. Apesar de que a estupidez é o mal da modernidade, no Brasil a coisa é mais acentuada. A(o) Brasileiro(a) sequer faz idéia da própria estupidez, aliás, isso é característica de quem é estúpido: não saber que é estúpido. E o problema é justamente esse: o estúpido jamais deixa de ser estúpido.
Charles Darwin, aquele mesmo, o da Teoria da Evolução, em seu diário privado em uma anotação datada de 3 de julho de 1832, durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, chamou os brasileires de "ignorantes, covardes e indolentes ao extremo". Traduzindo para uma linguagem popular: "ignorante, covarde e indolente" é o popular vagabunde FDP! Darwin chamou os brasileiros e brasileiras de vagabundos e vagabundas FDP.
Albert Einstein, em seu diário, chamou o diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Aloysio de Castro, de "legítimo macaco" e depois estendeu a gentileza a todos os Brasileires: "Aqui sou uma espécie de elefante branco para os demais, eles são macacos para mim."
Machado de Assis; não escreveu explicitamente, mas toda a obra do Machado de Assis, que todos dizem que ele captou a alma do Brasileire - e é verdade -, a esmagadora maioria dos livros do Machado terminam de forma deprimente e o protagonista é sempre o anti-herói, uma espécie de Macunaíma rebuscado; vide Dom casmurro, vide o primeiro romance do Machado de Assis: Ressureição. Não tem uma redenção dos protagonistas como em "Os Miseráveis" de Vitor Hugo; talvez porque Machado ao captar a lama da alma do Brasileire julgou que o Brasileire é incapaz de redenção.
José de Alencar, em meados de 1893, escreveu: "O brasileiro ou nasce cangueiro ou nasce trapaceiro, quando não os dois ao mesmo tempo". Cangueiro vem de boi de canga - escravo, subserviente. Apesar de que José escreveu num contexto tentando amenizar a gravidade da expressão.
Richard Feynman, outro ganhador do Nobel de Física, disse que o sistema de ensino do Brasil é 100% errado, sendo que Feynman viveu anos fazendo intercâmbio como professor no Brasil e sabia do que falava. Dedicou um capítulo inteiro ao Brasil no seu livro auto-biográfico "Só pode ser brincadeira, Sr. Feynman".
Otto Maria Carpeaux dizia que a situação cultural do Brasil era decepcionante, de uma apatia esmagadora, com um completo desinteresse do público.
Mário Ferreira dos Santos escreveu um texto soberbo chamado "Brasil, um país sem esperança?" dizendo que por não termos seguido as lições do Barão de Mauá deixamos de ser a maior nação do mundo e que perdemos várias oportunidades, mas não a esperança, isso na década de 1960. Mário arrematou dizendo que o problema é que falta ao Brasileire uma vontade resoluta para por em execução as soluções, ou seja, chamou o Brasileire de indolente e preguiçoso, de novo: vagabunde FDP.
Olavo de Carvalho chamava o Brasileire de analfabeto funcional, o povo mais burro e violento do planeta.
Noam Chomsky afirmou que "O Brasil é uma espécie de caso especial. Raramente vi um país onde elementos da elite têm tanto desprezo e ódio pelos pobres e pelo povo trabalhador. É enraizado. Não pretendo saber muito sobre isso, mas pela minha limitada experiência, foi isso que vi".
Vejam que na lista acima consta somente pessoas conhecidas por sua intelectualidade e, caso pesquisar mais, acredito que se encontrará vários outros.
Para não ficar somente nos intelectuais posso citar, por exemplo, Sylvester Stallone que também usou a palavra "macaco" para referir-se aos Brasileires.
Argentinos, Chilenos, Americanos, Portugueses e Uruguaios (não todos), além de outras nacionalidades, costumam alcunhar carinhosamente os Brasileires de Macacos, mas não é por racismo, é que o Brasileire (brasileiros e brasileiras) é um macaco de imitação, copia tudo: macaco vê macaco faz.
Aliás, todo alienígena, estrangeiro, famoso ou não, que vem ao Brasil diz basicamente a mesma coisa: "Que terra linda, cheia de riquezas, clima ótimo, mas o problema são os habitantes nativos dela!"
Em construção...
https://memoriaeinformacao.casaruibarbosa.gov.br/index.php/fcrb/article/view/222
revistaprosaversoearte.com/politica-e-politicalha-rui-barbosa/
https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/os-ultimos-dias-de-pedro-ii.phtml
https://julioseibei.blogspot.com/2025/07/o-brasileiro-e-estupido-demais.html
https://julioseibei.blogspot.com/2025/01/estupidez-o-mal-da-modernidade.html

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