quinta-feira, 10 de abril de 2025

Immanuel Kant (ou seja lá qual for nome dele)

 


   O celibatário Kant representou a volta brutal e avassaladora dos mentirosos sofistas na história da humanidade.

   O estrago que esse sofista infeliz fez - e ainda faz - na cabeça das pessoas é uma coisa incomensurável.

   Kant influenciou Fichte, Hegel, Marx, Gramsci, a Escola de Frankfurt (com todos seus autores), mais recentemente Heidegger, Paulo Freire, Foucault, etc. Esta cepa ideológica-filosófica, esta corrente de pensamento maldita.

   A influência de Kant foi no estilo de escrita, desdobramentos, ilusões (nada é o que parece ser, ou seja, não acredite nos seus próprios olhos). O tal imperativo categórico de Kant nada mais é do que afirmar uma coisa como óbvia sem dar prova nenhuma.

   Aristóteles e Platão tiveram embates terríveis com os sofistas.

   Principalmente Aristóteles. Ele dizia que - falando numa linguagem popular: "esses caras [os sofistas] nem lêem o que eu escrevo, tiram uma frase minha do contexto e julgam ser o meu pensamento inteiro."

   A considerada "obra-prima" de Kant: "Fundamentação da Metafísica dos Costumes" é uma coleção de tautologias, redundâncias e repetições desnecessárias. Basta você ler as 3 ou 4 primeiras páginas que já se entende as bobagens... o resto das 112 páginas é um blá blá blá sem fundamento. São desdobramentos das 3 ou 4 primeiras páginas, são repetições e redundâncias idiotas.

    Tem uns que consideram "A Crítica da Razão Pura" a obra-prima de Kant, mas há controvérsias. Nem dá para considerar que ele (Kant) tenha uma obra-prima literária.

    "Por esta razão designaremos, doravante, por juízos a priori, não aqueles que não dependem desta ou daquela experiência, mas aqueles em que se verifica absoluta independência de toda e qualquer experiência. Dos conhecimentos a priori, são puros aqueles em que nada de empírico se mistura. Assim, por exemplo, a proposição, segundo a qual toda a mudança tem uma causa, é uma proposição a priori, mas não é pura, porque a mudança é um conceito que só pode extrair-se da experiência."


Crítica da Razão Pura, I DA DIFERENÇA ENTRE CONHECIMENTO PURO E CONHECIMENTO EMPIRICO, página 63, último parágrafo, B 3.

https://www.ispsn.org/sites/default/files/documentos-virtuais/pdf/livro_-_immanuel_kant_-_a_critica_da_razao_pura.pdf

    Esta admirável carcaça celibatária chamada Immanuel Kant, além de representar a volta brutal e avassaladora dos mentirosos sofistas na história da humanidade, agora nos brinda com outra de suas pérolas enigmáticas, aliás, pérola enigmática é um eufemismo para tal absurdo, vejamos.

    No texto Kant diz que juízos a priori são aqueles em que se verifica absoluta independência de toda e qualquer experiência - e frisa bem isso, logo depois, afirma, no exemplo, que a proposição "toda a mudança tem uma causa, é uma proposição a priori, mas não é pura...", ora, se juízo a priori é aquele em que se verifica absoluta independência de toda e qualquer experiência, então a proposição "toda a mudança tem uma causa" não é uma proposição a priori porque, segundo o próprio Kant, a mudança é um conceito que só pode extrair-se da experiência, por conseguinte, não se verifica absoluta independência de toda e qualquer experiência na proposição citada como exemplo. E assim Kant segue com seus sofismas e jogos de palavras.

    Primeiro ele diz que juízos a priori são "aqueles em que se verifica absoluta independência de toda e qualquer experiência" para, logo após, dividir em juízos puros e não puros, sendo que os juízos a priori não puros tem uma pitada de experiência, mas continuam tendo absoluta independência de toda e qualquer experiência.

    E tem gente que leva a sério isso!

    Sigamos.

    "Em primeiro lugar, se encontrarmos uma proposição que apenas se possa pensar como necessária, estamos em presença de um juízo a priori; se, além disso, essa proposição não for derivada de nenhuma outra, que por seu turno tenha o valor de uma proposição necessária, então é absolutamente a priori. Em segundo lugar, a experiência não concede nunca aos seus juízos uma universalidade verdadeira e rigorosa, apenas universalidade suposta e comparativa (por indução), de tal modo que, em verdade, antes se deveria dizer: tanto quanto até agora nos foi dado verificar, não se encontram exceções a esta ou àquela regra. Portanto, se um juízo é pensado com rigorosa universalidade, quer dizer, de tal modo que, nenhuma exceção se admite como possível, não é derivado da experiência, mas é absolutamente válido a priori." (página 64).

    Ele afirma, em primeiro lugar, que, para ser absolutamente a priori, uma proposição não pode ser derivada de nenhuma outra que tenha o valor de uma proposição necessária. A proposição "toda a mudança tem uma causa" deriva da experiência porque, segundo o próprio Kant, a mudança é um conceito que só pode extrair-se da experiência.

    Ele afirma, depois, em segundo lugar, que, um juízo para ser absolutamente válido a priori, não se encontram exceções a esta ou aquela regra, porém, a proposição "toda a mudança tem uma causa" é uma exceção à primeira regra porque a mudança deriva da experiência, pois é um conceito que só pode extrair-se da experiência, segundo o próprio Kant.

    E, se alguém ainda não se convenceu:

   "É fácil mostrar que há realmente no conhecimento humano juízos necessários e universais, no mais rigoroso sentido, ou seja, juízos puros a priori. Se quisermos um exemplo, extraído das ciências, basta volver os olhos para todos os juízos da matemática; se quisermos um exemplo, tirado do uso mais comum do entendimento, pode servir-nos a proposição, segundo a qual  todas as mudanças têm que ter uma causa."

Crítica da Razão Pura, II ESTAMOS DE POSSE DE DETERMINADOS CONHECIMENTOS A PRIORI E MESMO O SENSO COMUM NUNCA DELES É DESTITUIDO, página 64, B 5.

    Vejam que primeiro ele diz que "Dos conhecimentos a priori, são puros aqueles em que nada de empírico se mistura. Assim, por exemplo, a proposição, segundo a qual toda a mudança tem uma causa, é uma proposição a priori, mas não é pura, porque a mudança é um conceito que só pode extrair-se da experiência." e depois ele diz que essa mesma proposição é um exemplo de juízo puro a priori. Esse tanto de mentiras, auto-contradições e enganações somente nos dois primeiros capítulos.

    Claro que sempre aparecerá um imbecil para "argumentar" que primeiro ele diz "proposição a priori" e depois ele diz "juízo a priori", porém, com esses nem perco meu tempo dando uma resposta.

    Mais ainda, página 65: "Todavia não é apenas nos juízos, mas ainda em alguns conceitos, que se revela uma origem a priori. Eliminai, pouco a pouco, do vosso conceito de experiência de um corpo tudo o que nele é empírico, a cor, a rugosidade ou macieza, o peso, a própria impenetrabilidade; restará, por fim, o espaço que esse corpo (agora totalmente desaparecido) ocupava e que não podereis eliminar."

    Como um corpo totalmente desaparecido deixa um espaço que ele ocupava é uma coisa que me escapa completamente! Como se alguém levantasse de uma cadeira, mas o espaço ocupado por essa pessoa na cadeira não pode ser preenchido por outra, ou seja, ninguém nunca mais poderia sentar nessa cadeira porque o espaço do corpo que ali estava não se pode eliminar.

    Ou, um exemplo mais apropriado: como se o espaço das fezes, mesmo após dar a descarga, não pudesse ser eliminado. Teríamos sempre de encontrar um espaço novo para as fezes não se acumularem.

    O imbecil apareceria novamente "argumentando" que Kant está dizendo de conceitos e não está propriamente dizendo de objetos físicos. Ainda que mais adiante Kant diga explicitamente "...qualquer objeto, seja ele corporal ou não,...", o imbecil sempre volta à carga.

    Eu poderia seguir nessa redundância tautológica circular até o infinito, pois os escritos de Kant (pelo menos os que eu li) são todos assim e, para refutá-los, tem de se expor esse estratagema.

   Acredito que a obra-prima dele seja enganar as pessoas.

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